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A mostrar mensagens com a etiqueta histórias

A PRIMAVERA E A PRAIA

A casa acorda numa manhã de primavera, cheia de cor  e alegria. Há flores a desabrochar. Há gritos no mar. As ondas salpicam os corpos mais atrevidos que se afoitam à beira-mar. Caminhamos preguiçosamente até a praia nos acalmar. Corremos, brincamos, corremos novamente e desfrutamos da manhã que nos abraça e convida a acordar!  Ao longe uma voz chama a criança que se aventurou demais. "Não te afastes dos pais"!  Cansadas da caminhada, saboreamos um pequeno-almoço divinal. O perfume das flores envolve-nos  e sentimos a brisa estival.  É Primavera junto ao MAR !!!!

O vizinho do lado

Há o vizinho bisbilhoteiro e o vizinho que nunca vejo. Há o vizinho que cumprimento com um beijo. Há o vizinho que me entrega o pijama. Há histórias que nunca conto nem lamento. Há o marido que fantasia com a vizinha de cima e a vizinha que grita com a mãe nas escadas. Há vidas em sobressalto no prédio que habito. O elevador avariado e o vizinho dentro, trancado! Ela, pronta, o batom retocava. Na cozinha, a comida fumegava e o cheirinho adocicado a baunilha misturava-se com o aroma das velas que perfumavam a casa. 21h. A campainha tocou. Abriu a porta e ele entrou. Sorri, com aquele sorriso tão dele que ela bem conhecia e lhe escondia o olhar cansado que tinha trazido de África. No prédio ao lado o vizinho desesperava, enquanto aguardava que o libertassem do quadrado escuro, no qual há horas sem fim, se encontrava. Roupa amarrotada, envolvido em profundos pensamentos, raciocinava um forma de justificar a perda do voo, à equipa que em Maputo o esperava. Havia v...

A culpa é do Tempo?

Passeava eu descontraidamente pelas ruas de Paris quando o vaguear dos pensamentos foi interrompido pela sonoridade da travagem brutal. Piso escorregadio e o carro repentinamente derrapou. Rapidamente, ao meu lado uma voz pronunciou: A culpa é do tempo! Já em casa, deitada no sofá da sala, uma dor de cabeça chegou e me massacrou. A culpa é do tempo! Do outro lado da cidade a criança chega atrasada à escola porque a mãe não acordou. A luz faltou e o despert ador não tocou! A culpa é do tempo! O tempo é um Sr. de humor variável. Está provado que o tempo nos afeta e “tira a paciência”. Nesses momentos até o nosso amor nos irrita. Sim, quando a mudança de humor nos assola a culpa é do tempo! O Tempo controla-nos! Controla a vida. As colheitas e sementeiras. Se é um fato que o ser humano não tem controlo sobre o tempo também é real que a maioria das vezes, a desculpa do tempo dá-nos muito jeito. Desresponsabiliza-nos. Outras há, desejaríamos que ele não existisse. Mas se o tempo s...

WORDS FROM HEART

Este é um espaço de pensamento livre, no feminino. Um espaço humano que reflete o feminino que habita em nós! Um espaço de liberdade, na consciência que esta é uma conquista. Um espaço vivo de sentimento e emoção. Um espaço de imperfeição. Um espaço do ser que também gosta de ter. Um espaço do cuidar, do estar, do viver e pensar! Um espaço do batom vermelho, do salto alto, do romantismo incurável. Um espaço de expressão da mais profunda liberdade. Um espaço de  sentimento e muita sensibilidade! Um espaço meu, um espaço, teu, um espaço nosso! Um espaço de segredos e amores imperfeitos. Um espaço de perfume e glamour. Um espaço de emancipação e afirmação, pela quebra de preconceitos e estereótipos sociais. Um espaço de artistas, poetas e musas inspiradoras. Um espaço onde me viro do avesso. Um espaço onde as Palavras são escritas pelo Coração ! LOVE  you

MULHER

É uma mulher cheia de histórias, com muitos tentáculos, muitos pensamentos, uma vida rica e cheia de experiências. Desde a terra natal até ao deserto do Sahra, passando por ilhas e muitas viagens transporta uma mala cheinha de histórias. Passa a vida em viagem fazendo e desfazendo malas. Só e acompanhada. Com amigos e muitos afectos. Ama e é amada. Vive!   ... Esse tempo intensamente vivido é hoje uma marca quase esbatida da sua história de crescimento pessoal. A busca da felicidade transporta as memórias do tempo e dita a história escrita de uma vida vivida, uma vida reflectida, uma e única vida: a dela. Essa é a vida que conta a história, em pequenos fragmentos, consoante a lembrança dos momentos. Em muitos tentáculos surge a história!

Porto de abrigo

Uma zanga contida. Acesa. Não compreende. Linguagens diferentes. São sentimentos. São sentires. Seu porto de abrigo! Protege da chuva e tempestades. A sensibilidade dá colo à fragilidade. Afaga-a e abraça-a. Gosto de ti. Como és! Única. Inteira. Feita de partes e partes. Menina-Mulher. Pequenina. Forte. Mimosas, mimos. Flores silvestres. Doces e framboesas. Estragos. Farrapos. Concerto. Consertos! Música. Pausas e Pautas. Partilhas. Entregas. Confidências. Amizade. Pedaços de si que fazem um Mundo. Força motriz. Humana e cheia de Vida.

ALENTEJO...

? , upload feito originalmente por Criatividade à Solta . Convida a descanso, à sombra de uma frondosa azinheira! O tempo corre lento, dando tempo para a lavadeira, de lenço roxo atado debaixo do queixo, com seu jeito de menina-mulher, correr ligeira, tanto quanto lhe permitia o monte de roupa que carregava à cabeça, e chegar junto à ribeira, pousar o alguidar, ajoelhar-se e começar a lavar a roupa com a agua que corria fresquinha. Põe sabão, esfrega... retira sabão. - Que Vida! pensa para os seus botões. Há tempo que andava religiosamente a amealhar um dinheirito para a máquina da roupa... mas os tempos estavam dificeis e era preciso pôr comida na mesa e vestir os gaiatos. Alentejo era a sua terra querida, onde abraçava raízes e construia uma vida entre sonhos e dificuldades. Havia momentos em que sonhava. Outros, bastava-lhe olhar os campos de trigo para saber que estava ali a sua ancestralidade, gerações de tios e primos, irmãos, avós, todos os que lhe davam mimo,...

Minha Amiga

Choro pela minha amiga que se divorcia. Com ela morrem sonhos, esperanças e muitas vivências. Enxugo as lágrimas e interrogo-me: Qual o momento em que se quebra o fio ténue que me liga ao outro? Interrogo-me sem lógica, apenas o meu coração também sofre com a dor alheia. Vidas desfeitas, traídas, destroçadas. Vidas Reinventadas! Porque é que quando tudo acaba tenho a sensação que não conheço aquele outro que até então amei? Sinto que volto ao principio, aquele instante em que o conheci e nada sabia sobre ele. Vivi uma mentira? Quem é afinal aquele outro com o qual acordei tantas manhãs? Será que poderemos , com convicção, afirmar que conhecemos o outro com o qual vivemos? Somos um ser complexo e cheio de surpresas. Precisamos de trocar as voltas à dor, reinventarmo-nos, sorrir e ferozmente continuar a lutar :)

Breve encontro com o passado...

Era MAio. Estava uma noite quente de Verão. A estátua de Camões fervilhava de gente quase despida, bebendo uma imperial fresquinha. À hora marcada desço a calçada no trilho do eléctrico e desfruto do prazer do encontro com amigos há muito não vistos, afastados pelo passar da vida e, hoje, de regresso por uma mão amiga. Estava diferente o meu amigo passados quase 20 anos ou, estaria basicamente igual no gesto, na atitude e na sua essência. No prazer do encontro com velhos amigos, partilho uma boa conversa ao sabor de um moscatel de setúbal estirada no conforto do terraço do Bairro Alto Hotel. Enquanto o gelo se desfaz lembro vivências, histórias, namorados e boas experiências. O passado veio ao meu encontro com uma  história repleta de vida bem vivida, redes de gente amiga, amores, segredos, dores, afectos e muitas paixões.

Exercicio: Criar uma Personagem

Cá vai mais um dos exercicios, desta vez consistia em observar uma pessoa na rua, descrevê-la e a partir dessa observação criar uma Personagem. Bebo energia nos risos da multidão, passo por uma grávida de cabelos brancos que grita, mãos na barriga: Vai nascer!! Pés lentos e apressados pisam a calçada e desfilam pela multidão. Passo pela estátua de Pessoa, onde os filhos alternam, sentados, o tempo necessário para o clic fotográfico, numa fila desabrida. Há um lugar vago ... senta-se, cruza displicentemente a perna, encosta-se na cadeira descontraído, afasta as chávenas sobre a mesa e puxa do Expresso pelo qual percorre as noticias, os olhos escondidos debaixo dos tradicionais óculos escuros Ray ban, comprados na ultima viagem. Hoje, tirara a manhã só para si. Fora um imperativo! Lembranças recentes invadem-lhe o pensamento. Fazia a barba de manhã quando o assobio seguido de um sonoro : Táxiiii o despertou dos devaneios matinais. Procurou o telemóvel, seguindo o rasto do táxi...

PEDIDO DE DEMISSÃO DE DEUS DIRIGIDO A TODA A HUMANIDADE

Cá vai o texto com o qual participei no Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Exercicio: escrever o pedido de demissão de Deus dirigido a toda a Humanidade, via e-mail. Conta a vontade de aprender e de participar nestas andanças de escreviver e não tanto a classificação final. A critica pontuou positivamente a criatividade, tanto a nível semântico como sintáctico, a densidade narrativa e riqueza lexical. No entanto falta-me uma marca de autor, a capacidade de transmitir uma mensagem substantiva e que crie marca! Já aprendi e parto para um novo desafio. Bom Dia Humanidade: Hoje… Acordo cansado, carrego nas costas o peso do mundo: desilusões, lamentos e uma dor profunda. Enfrento o dia, procuro a vida que gira lá fora. Sinto a esperança que brota uma flor que desabrocha uma criança que chora um pai que ralha. Há vida em meu redor: há gente que ri, há gente que chora, há gente que sofre e ama há tanta gente por aí, que clama por uma mão, um simples ombro há gente ...

Mulheres!

Mulheres. Amadas. Traídas. Vidas destroçadas, Vidas reinventadas. mulheres simples e vulgares, mulheres elegantes, envoltas em colares. mulheres esquecidas, mulheres aniquiladas caminham lado a lado com mulheres bem amadas. Rita. Casada. Directora de Marketing. O vestido, elegante e fashion, esconde um corpo cansado e sem tempo, esgotado entre risos, e-mails, beijos, papas, berços, banhos quentes, jantares, horas de estudo e mais fraldas.Perdida de si, na entrega aos outros, na responsabilidade por onde, por vezes, lhe foge a vontade e desejo para deixar tudo acontecer. Alegre e bem-disposta esconde com sorrisos e gargalhadas a traição que lhe faz doer a alma.

MULHERES !

Mulheres. Amadas. Traídas. Vidas destroçadas, Vidas reinventadas. mulheres simples e vulgares, mulheres elegantes, envoltas em colares. mulheres esquecidas, mulheres aniquiladas caminham lado a lado com mulheres bem amadas. Rita. Casada. Directora de Marketing. O vestido, elegante e fashion, esconde um corpo cansado e sem tempo, esgotado entre risos, e-mails, beijos, papas, berços, banhos quentes, jantares, horas de estudo e mais fraldas.Perdida de si, na entrega aos outros, na responsabilidade por onde, por vezes, lhe foge a vontade e desejo para deixar tudo acontecer. Alegre e bem-disposta esconde com sorrisos e gargalhadas a traição que lhe faz doer a alma.

Sei...

Caminho, sei que caminho sózinho, sem norte nem destino, levando pela mão meu coração apaixonado. Riso louco e descontraído, mãos nos bolsos, calças rasgadas. Sem notas, conto as moedas, faço as malas e parto à conquista de novas gentes, novos locais. Conheço o mundo na palma da mão e encontro um rumo: É sensível, humana, rica, cheia de vida. É jovem e sorri confiante. Corre-lhe nas veias sangue vermelho e quente que quebra fronteiras e constroi pontes. Tem uma vida rica, intimista e amorosa que brota como uma força dentro de si. Volto um dia, pele encarquilhada, pelo sol batida e queimada. Trago uma vida, alegrias, segredos, paixões, amores e muitas histórias para contar. Desbloqueio numa folha de papel o fio da navalha e todo o mundo que descobri mais as experiências que vivi! foto: paulabarouchel.wordpress.com

ViVer o CHIADO...

Bebo energia nos risos da multidão, passo por uma grávida de cabelos brancos que grita, mãos na barriga: Vai nascer!! Pés lentos e apressados pisam a calçada e desfilam pela multidão. Turistas e Homens engravatados trocam opinião. Bicicletas, cães, raps , pares de namorados, pais param e os filhos alternam, sentados, na estátua de Pessoa o tempo necessário para o clic fotográfico, numa fila desabrida. Músicos descontraídos animam a esplanada com timbres e guitarradas. Bebo um café sentada com um amigo e corro os olhos apressados nos risos e vozes das gentes que me rodeiam: espanhol, inglês, alemão, francês e italiano. Desfruto do momento, deixo passar o tempo e descubro o prazer de estar simplesmente no meio da multidão. Hoje encontrei gentes com alma e cheias de vida. Diz-me o meu amigo: agora percebo os artistas, escritores, poetas e pintores que procuram na multidão a sua inspiração.Enfrento as emoções, agarro no meu moleskine e escrevo.