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A mostrar mensagens com a etiqueta Um pouco de história

A Coca Cola e o século XX português

Procurava informação sobre o lançamento da Coca cola em Porugal e encontrei aqui este post que me agradou , por isso o trancrevo, referindo os devidos direitos de autor. 1. "Primeiro estranha-se, depois entranha-se", este foi o slogan publicitário criado por Fernando Pessoa, em 1928, para o lançamento da Coca Cola em Portugal. Em plena ditadura militar, onde já pontificava a austeridade do ministro das finanças, Oliveira Salazar (que Pessoa abominava), o projecto foi recusado, com a justificação que criava "habituação". O argumento não é completamente despropositado. A Coca Cola surgiu como resposta ao sucesso de um vinho de origem italiana, Vinho Marianni, produzido à base de cocaína. Vem-me à memória a frase de Frédéric Bartholdi, criador da Estátua da Liberdade, que referiu que se o vinho Marianni tivesse sido inventado mais cedo teria projectado uma estátua muito maior. Até 1929, a cocaina resistiu na composição quimica da Coca Cola, razão pela qu...

ARTE PRÉ-HISTÓRICA

A chamada arte pré-histórica é o que podemos assemelhar com produção dita artística do homem ocidental dos dias de hoje feito pelos humanos pré-históricos, como gravuras rupestres, estatuetas, pinturas, desenhos. A arte neste período pode ser inferida a partir dos povos que vivem atualmente ou viveram até recentemente na pré-historia (por exemplo, os aborígenes, os índios). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separado das outras esferas da vida, da religião, economia, política, e essas esferas também não eram separadas entre si, formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era ao mesmo tempo mítico, político, econômico e estético. A arte como uma palavra que designa uma esfera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de dete...

INICIO DAS Festas de Lisboa'11

Festas de Lisboa'11 As Festas de Lisboa realizam-se de forma oficial desde 1932. Contudo só em 1934 a Câmara Municipal de Lisboa chamou a si a organização dos tradicionais festejos inspirados nos Santos Populares. Preservando a tradição popular de Lisboa, com relevo para as Marchas, os Casamentos de Santo António, os Arraiais e o Fado, actualmente as Festas de Lisboa assumem-se também como um evento de referência nas expressões culturais mais contemporâneas. As Festas de Lisboa são hoje um espaço de inovação e renovação da cidade e, principalmente, de interacção entre distintos géneros artísticos e os seus públicos. O seu programa, diversificado e multicultural, foi recentemente premiado com uma menção honrosa pelo Turismo de Portugal, reconhecendo o seu papel na promoção turística da cidade de Lisboa e do país.  A sardinha faz parte da história de Lisboa. Já então no século V d.C. as fábricas de Olisipo fabricavam uma valiosa pasta de peixes com especiarias, q...

VAN DYCK

Autoretrato 1613-1614 Vida e educação Antoon van Dyck era o filho mais jovem de Frans van Dyck, um próspero comerciante de sedas e de especiarias, e de sua segunda esposa, Maria Cuypers. Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas oito anos. Em 1609, aos dez anos, Anton tornou-se aprendiz do pintor de figuras Hendrik van Balen, que só lhe deixara uma pálida impressão. Aos quinze anos, depois de pintar quadros admiráveis, ele já era um artista altamente aperfeiçoado; seu auto-retrato de 1613 e 1614 (ao lado esquerdo) comprova isso. I nstalou-se em um estúdio próprio aos dezesseis anos, ainda na Antuérpia, tendo trabalhado com Jan Brueghel, o jovem. Ele não poderia, entretanto, vender suas obras antes de ser oficialmente qualificado como mestre. Início da fama Em 18 de fevereiro de 1618, Van Dyck registrou-se como mestre na Guilda dos Pintores de Antuérpia. Ambicioso, Van Dyck tornou-se discípulo de Rubens, cujo estilo ele assimilou com uma facilidade espantosa. Rubens predomina...

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por Dia D, 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução). Movimentações militares durante a Revolução No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa. Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos ...

A visitar:

A Casa de Santa Maria, adquirida pela Câmara Municipal de Cascais à família Espírito Santo em Outubro de 2004, é uma construção de 1902 e constitui uma das mais emblemáticas obras do arquitecto Raul Lino, que iniciou a sua carreira precisamente no concelho de Cascais, projectando uma série de casas para alguns amigos. Indissociável da paisagem de Cascais, no conjunto que forma com o Farol de Santa Marta e o Museu Conde de Castro Guimarães, esta casa está também indelevelmente ligada à vivência desta vila de pescadores, que entra na história como retiro preferido de reis e aristocratas exilados, vítimas das grandes convulsões políticas que abalaram o século XX. Em finais do século XIX, Jorge O’Neill, aristocrata ligado à indústria tabaqueira, adquiriu alguns terrenos junto a Santa Marta e mandou construir primeiro a Torre de São Sebastião - actual Museu Conde de Castro Guimarães – e, um pouco mais tarde, a Casa de Santa Maria. Por volta de 1917, a propriedade foi vendida ao engenheir...

SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DO CABO

O conjunto arquitectónico do chamado Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua, implantado no extremo do Cabo Espichel, é sem dúvida o mais importante e característico do Concelho. Há neste precioso agregado de edificações, desde a antiga Ermida da Memória à Igreja Seiscentista, desde os corpos rústicos das "hospedeiras" ao aqueduto e à "Casa da Água", uma unidade de valores gráficos que fez esquecer a disparidade de estilos.  O culto de Nossa Senhora do Cabo perde-se na bruma dos tempos e é crível que anteriormente à sua veneração - a partir do Séc. XV - o Cabo Espichel fosse centro de peregrinações. O actual culto remonta a cerca de 1410, ano em que teria sido descoberta na extremidade de Cabo Espichel a venerada imagem de Nossa Senhora do Cabo, por dois velhos da Caparica e de Alcabideche, que em sonhos coincidentes teriam sido avisados pelo Céu. Antes de 1701 - data da construção da actual igreja - o arraial era circundado de casas para os romeiros que ...